Contos no Bus II
Introdução: "Nada Contra as gordas, mas puta que pariu! Vocês me perseguem!!!!"

Nada como trabalhar umas horas a mais que o normal em plena sexta-feira. Já não basta o sol intenso a tarde toda, ainda tenho que pegar um inferno de um ônibus lotado (As vezes vem vazio, mas comigo sempre vem cheio).
Olho ao longe. Lá vem ele. Metade das pessoas na parada ( em torno de umas 500) se aproximam da beira da calçada imaginando onde o "bus" vai parar e quem vai ter a sorte de entrar primeiro. As pessoas estão tão atucanadas de hoje ser sexta-feira que parece que estão num show da Ivete Sangalo ou como formigas que não comem a semanas e que do nada aparece uma geladeira cheia de comida. A porra do Transporte público é tão velho que só cabe entrar uma pessoa por vez (ainda não sei como aquela baleia saiu do mar e coube naquela porta).
Como eu sou uma garoto esperto já tenho as manhas dos motoristas sendo um dos primeiros a entrar. Ele já não estava muito vazio, então dei a sorte de sentar ao lado de um rapaz simpático que nem notou minha presença, muito menos eu a dele. Quando menos percebo, Começa a "MUVUCA". Entra gente de tudo que e lado, de tudo que é tipo, tentando achar qualquer lugar vazio no espaço em questão.

Eis que surge ela, aquela mulher que tira a minha atenção e faz meu passeio de Bus durar uma eternidade: A gorda! Ela se aproxima e fica do meu lado, imaginando que eu iria dar lugar para ela sentar (chora) tampando totalmente a minha visão do resto do mundo. A mulher era tão gorda que aquela barriga parecia que tinha vida própria. A medida que as pessoas ocupavam todos os lugares vazios inimagináveis no bus, o restaste da população 'tentava' entrar, sendo frequentemente advertida pela cobradora que adorava um barraco. Cada pessoa que passava atrás da gorda, fazia com que aquela barriga vinha de encontro a minha cara. Parecia uma luta de Box em que eu era o saco de pancadas. Aquela barriga não foi com a minha cara, parecia que ela se comunicava comigo, fiquei com vergonha de pergunta se aquela gorda estava grávida, mas ela nunca iria me notar, com aqueles óculos de grau extremo em sua face, não me deixavam encará-la de tão feia que era. Se não bastasse a senhora ficar esfregando sua flácida "gostosura em excesso", ao seu lado ficaram duas meninas que acabaram de sair do colégio. Nunca vi tantos palavrões e frases sem nexo em uma mesma estrofe.
As pessoas continuavam a passar por de trás da gorda, sua barriga continuava "bulinando" a minha cara. Aí então ela resolve pegar no agarrador superior mostrando suas axilas suadas D: e soltando um cheiro de enxofre misturado com peixe morto, resultado de um dia de trabalho árduo ao sol . Foi o fim da picada. As meninas concordaram que era hora de abrir mais a janela. Foi então que o primeiro nocaute aconteceu. Seu punho parecia que tinha direção, minha cabeça. Porra, era para abrir a janela e não quase quebrar o meu pescoço (essas meninas de hoje em dia fazendo vários tipos de luta e academia, não dá para confiar). É legal que elas nem sentem que eu estou ali, continuam se esmagando no Bus Lotado como se isso fosse ruim só para elas.
Já estava me acostumando com o movimento de um lado para o outro do ônibus, minha cabeça já estava entrando nas gorduras da senhora obesa quando uma das amigas estudantes, que estava sentada atrás de mim resolve passar uma de suas mochilas para a outra pois a mesma iria descer. Sua mochila parecia que estava cheia de pedras e tijolos, como eu sei? Minha cabeça se lembra até agora do impacto.. Se não bastasse a gorda resolve mudar a bolsa de lado acertando uma cotutelada no meu olho direito. Se isso fosse um jogo de vídeo game era game over na certa!
Finalmente o ônibus começa a esvaziar, e a gorda vai embora. O ambiente parece que fica mais leve e claro, agora eu conseguia enxergar as paisagens na rua sem ser interferido por uma pancada (tava pior que o Sr. Barriga). E finalmente após olhar a gorda descer do bus eu percebo que peguei o ônibus errado! AAAAARRRGGGHHH :/
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