Ter um limite não é facil
Todos precisamos de um limite para tudo, menos pra viver. Precisamos de limites ao comprar chocolates, limites ao comer, limites ao amar, limites até para amar a compra de chocolates. Precisamos de limites ao sabermos quando devemos parar. Ora, se não pararmos por nós mesmos, quem parará por nós? Deus, sorte e nossos pais nem sempre estão por perto pra dizer que "já chega". Venho hoje lhes contar uma estória da menina que achava que flores azuis cresciam em terra vermelha (totalmente ficcional e metafórico).
Havia uma menina, cujo nome poderia ser Júlia, Rebeca, Sabrina, não importa. O que importa é que essa menina adorava flores. Gostava de plantar flores de diferentes cores em vários lugares. Porém, um dia, lhe ocorreu a ideia de plantar flores azuis numa certa terra vermelha.
A terra, quando recebeu a semente, primeiro estranhou aquela semente, por isso a aceitou de bom grado. Mas logo percebeu que terra vermelha e flor azul não dava certo, não combinava, não havia uma ligação entre as duas coisas. Por isso, a terra rejeitou a flor, como se rejeita um panfleto na rua.
No entanto, a menina não desistiu tão facilmente. Ela sabia que a terra era boa, já que tinha sido tão receptiva com a flor, e, por causa disso, insistiu em manter a flor azul na terra vermelha. A terra, que já sabia que não daria certo, rejeitou novamente a flor, dessa vez mais rapidamente. Porém a terra percebeu que cada vez que a menina plantava a flor azul nela, a terra vermelha ficava cada vez mais podre, o que ia deixando as flores vermelhas (que cresciam naquela terra) podres também. A terra sabia que isso só traria coisas ruins para ambos os lados, e por isso tentou ao máximo avisar à menina pra ela desistir de plantar a flor. Porém, a terra vermelha não conseguia se comunicar com a menina, como se a mesma não desse bola para o que a terra falava (ou porque a menina não entendia a língua das terras, vai saber. É metafórico e ficcional, como em todos os filmes de super-heróis).
Final da estória: a menina, que não desistiu, matou a própria flor azul, também apodreceu a terra vermelha e as flores que cresceram naquela terra. Sim, um final triste.
CASO você leitor ainda não tenha entendido, eu faço a analogia: a menina que planta é a pessoa que ama. Ela ama de várias formas (cores das plantas) várias pessoas (lugares férteis). No entanto, ela inventou de querer amar de certa forma (flor azul) certa pessoa (terra vermelha). De início, a terra aceitou de bom grado, mas depois percebeu que não daria certo, e rejeitou a flor. Ora, se foi rejeitada como um panfleto na rua, por que continuar? Porém a menina continuou a plantar, tanto que acabou destruindo todos a sua volta, incluindo as flores vermelhas (que representavam os amigos em comum entre os dois protagonistas da estória).
Agora, até onde vai a insistência? Tudo precisa de um limite. Chega uma hora em que precisamos continuar nosso rumo, plantar em terras verdes, roxas, laranjas... terra colorida é o que não nos falta. Não só para o amor, que parece ser a plantação mais confusa do planeta TERRA, reflita sobre seus próprios limites. Pare de achar que a piada do "pavê ou pacumê" ainda é engraçada, pare de rezar pra tirar nota alta, pare de mentir para seu cônjuge. Imponha limites sobre si mesmo. Esqueça algo. Desista, quer dizer, tenha limites, afinal isso não é fácil, e, pra gente, não ser fácil e vírgulas excessivas, não tem limite.
Havia uma menina, cujo nome poderia ser Júlia, Rebeca, Sabrina, não importa. O que importa é que essa menina adorava flores. Gostava de plantar flores de diferentes cores em vários lugares. Porém, um dia, lhe ocorreu a ideia de plantar flores azuis numa certa terra vermelha.
A terra, quando recebeu a semente, primeiro estranhou aquela semente, por isso a aceitou de bom grado. Mas logo percebeu que terra vermelha e flor azul não dava certo, não combinava, não havia uma ligação entre as duas coisas. Por isso, a terra rejeitou a flor, como se rejeita um panfleto na rua.
No entanto, a menina não desistiu tão facilmente. Ela sabia que a terra era boa, já que tinha sido tão receptiva com a flor, e, por causa disso, insistiu em manter a flor azul na terra vermelha. A terra, que já sabia que não daria certo, rejeitou novamente a flor, dessa vez mais rapidamente. Porém a terra percebeu que cada vez que a menina plantava a flor azul nela, a terra vermelha ficava cada vez mais podre, o que ia deixando as flores vermelhas (que cresciam naquela terra) podres também. A terra sabia que isso só traria coisas ruins para ambos os lados, e por isso tentou ao máximo avisar à menina pra ela desistir de plantar a flor. Porém, a terra vermelha não conseguia se comunicar com a menina, como se a mesma não desse bola para o que a terra falava (ou porque a menina não entendia a língua das terras, vai saber. É metafórico e ficcional, como em todos os filmes de super-heróis).
Final da estória: a menina, que não desistiu, matou a própria flor azul, também apodreceu a terra vermelha e as flores que cresceram naquela terra. Sim, um final triste.
CASO você leitor ainda não tenha entendido, eu faço a analogia: a menina que planta é a pessoa que ama. Ela ama de várias formas (cores das plantas) várias pessoas (lugares férteis). No entanto, ela inventou de querer amar de certa forma (flor azul) certa pessoa (terra vermelha). De início, a terra aceitou de bom grado, mas depois percebeu que não daria certo, e rejeitou a flor. Ora, se foi rejeitada como um panfleto na rua, por que continuar? Porém a menina continuou a plantar, tanto que acabou destruindo todos a sua volta, incluindo as flores vermelhas (que representavam os amigos em comum entre os dois protagonistas da estória).
Agora, até onde vai a insistência? Tudo precisa de um limite. Chega uma hora em que precisamos continuar nosso rumo, plantar em terras verdes, roxas, laranjas... terra colorida é o que não nos falta. Não só para o amor, que parece ser a plantação mais confusa do planeta TERRA, reflita sobre seus próprios limites. Pare de achar que a piada do "pavê ou pacumê" ainda é engraçada, pare de rezar pra tirar nota alta, pare de mentir para seu cônjuge. Imponha limites sobre si mesmo. Esqueça algo. Desista, quer dizer, tenha limites, afinal isso não é fácil, e, pra gente, não ser fácil e vírgulas excessivas, não tem limite.
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