Indie nem é tão ruim

Há um momento em nossas vidas em que parece que nada dá certo: a falta de tempo traz consigo frustrações do mundo moderno, como saudade de eventos com amigos, saudade de dormir mais de 9 horas, saudade de se sentir mais vivo. É quando parece que a rotina nos engoliu, as músicas alegres não fazem mais sentido, escutar indie nem é tão ruim.

A saudade dessas abstrações é resultado de um bom tempo pensando no que chamamos de vida. Nos prendemos à uma barreira de comodidades e costumes, que nos fazem viver a rotina e a reagir com normalidade diante de horrores dessa vida. “Então pensar menos é melhor?” nem sempre é a pergunta que fazemos, quando queremos uma conclusão para isso, pois isso nos torna inconsequentes e inconsequência é uma palavra grande demais, nos faz aprender demais; isso satura, cansa.

Aliás, a vida cansa se não soubermos aproveitá-la. Há quem diga que a vida é curta e que temos que curtir cada segundo como se fosse o último. Entretanto, há quem diga que a vida é longa e que isso é maravilhoso; poder amar várias vezes, poder construir e desconstruir conceitos que nos permeiam, amar mais algumas vezes, nos machucarmos e pedir colo para o melhor amigo várias e várias vezes. A vida é longa o suficiente para matarmos as saudades dessa introdução aí de cima. Longa para percebermos que o mundo não são só as nossas frustrações - que nossas felicidades não são só momentâneas e que precisam ser valorizadas.

Músicas alegres estão aí fora com um motivo. Rotinas sempre vão existir, e se for uma rotina boa? Fases vem e vão; às vezes ficamos presos numa fase difícil, e somente a persistência de vencer é capaz de conseguir algum resultado. Há um momento em nossas vidas em que parece que nada dá certo – e outros vários momentos felizes que vivemos e adoramos.

Pensar pouco, pensar muito. Amar pouco, amar muito. Gostar pouco, gostar muito. São questões de escolha baseadas nas fases que vivemos, dos momentos de constante mudança que sobrevivemos. É tudo baseado em escolhas, na futura – talvez – descoberta de quem somos.

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